segunda-feira, 28 de outubro de 2013

REFLEXÕES SOBRE O TEMA FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO AO USO DE DROGAS POR ESCOLARES.


O DISTANCIAMENTO ENTRE ESCOLA E FAMILIA: POTENCIAL FATOR DE RISCO AO USO DE DROGAS POR ESCOLARES 

Nascimento, S.R.(Docente-Doutora-UFG); Valentin, F. (Docente- Mestre-UFG); Fleury e Ferreira, E.A.B. (Docente-Mestre-UFG); Barros, R.M. (Discente-UFG); Medeiros, M.V.S. (Discente-UFG).

Introdução.O estudo refere-se ao projeto de extensão A musicoterapia em grupos multifamiliares no contexto escolar: um espaço-tempo de prevenção primária ao uso de crack e outras drogas, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e beneficiário de auxilio financeiro da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD-Brasil). Objetivo.Intentamos evidenciar uma problemática verificada entre os contextos escolar e familiar, conformando-se como importante fator de riso ao uso de drogas por escolares adolescentes. Metodologia.Trabalhamos com alunos do 50 e 60 anos do Ensino Fundamental, seus familiares, gestores, educadores e coordenadores pedagógicos de uma escola estatual, situada em bairro periférico da cidade e eleita pela Secretaria de Educação do Estado de Goiás. Todos foram esclarecidos sobre o projeto e convidados a participação. O Grupo Multifamiliar, aliado aos jogos dramáticos e as experiências musicoterapêuticas (Bruscia, 2000), norteou os planejamentos e a execução das atividades. Efetivamos cinco encontros semanais dentro da escola, com duração de 150 minutos, no período noturno. Resultados.Dentre os resultados alcançados na identificação dos fatores de risco e de proteção ao uso de drogas por escolares, o distanciamento entre escola e família emergiu como importante aspecto, colocando em situação de vulnerabilidade todos os sujeitos. Embora a escola acolhesse e promovesse toda a infraestrutura à execução do projeto, a não-presença de seus sujeitos nos grupos e o desvelamento de uma lógica relacional culpabilizadora entre escola-família, conformaram-se como sérios fatores de risco. Muitos familiares não aderiram as atividades devido à crença de que as reuniões seriam marcadas por cobranças e falta de escuta. Conclusão.Sustentamos que diminuir esse distanciamento entre os atores da comunidade escolar e modificar suas interações se faz urgente, quer gerando quanto dando continuidade a propostas de prevenção primária na perspectiva humanista, conformando-se como fator protetivo ao uso de drogas por escolares e seus pares em seus contextos de vivência.

Unitermos: Musicoterapia na educação; Prevenção primária na escola; Adolescentes e família; Inter-relações escola-família.

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