sábado, 14 de novembro de 2015

A ATUAÇÃO DA MUSICOTERAPIA PREVENTIVA COMUNITÁRIA NO ESPAÇO EXTENSÃO UFG + SAÚDE: NOVOS DESAFIOS E DESCOBERTAS


A ATUAÇÃO DA MUSICOTERAPIA PREVENTIVA COMUNITÁRIA NO ESPAÇO EXTENSÃO UFG + SAÚDE: NOVOS DESAFIOS E DESCOBERTAS 

NASCIMENTO, Sandra Rocha do 1; PELLIZZARI, Patricia C. 2.  
1 Musicoterapeuta. Escola de Música e Artes Cênicas – email: srochakanda@gmail.com. Coordenadora do Programa de Extensão EMAC-06.
2 Musicoterapeuta Argentina. Membro externo – email: patripellizzari@yahoo.com.ar


Palavras-chave: Musicoterapia Preventiva Comunitária; Extensão Universitária;
Espaço Saúde.

Justificativa/Base teórica
Em nossa sociedade atual, seja em centros urbanos maiores, quanto do interior, os fatores de vulnerabilidade nas pessoas estão presentes cotidianamente, manifestos sob diversas formas, aspectos, níveis e sujeitos.

França, Silva e Barreto (2010, p. 520) afirmam que,
a sociedade vê emergir a falência nos valores éticos e morais, estimulada pela corrupção, impunidade e pelo aumento da criminalidade, num círculo que precisa ser quebrado./.../ há uma quase que ausência de exemplos a serem seguidos pelos jovens. A perda de valores éticos e morais é reforçada pela impunidade e a criminalidade, que aumentam dia a dia e desencadeiam um quadro de instabilidade e de desesperança. A família vai mal, e com ela os relacionamentos, o diálogo e o repasse de valores. Esta modificação na estrutura da rede familiar, em parte provocada pelo processo urbano e migratório, empurrou muitas famílias a residirem próximas ao local de trabalho e distante dos familiares de outras gerações. Consequentemente, a falta de oportunidades de convívio com os avós (avôs) provocou o afastamento afetivo e um sentimento de estranheza e de desconhecimento frente ao envelhecimento e aos idosos, que podem levar à formação de estereótipos e preconceitos. Não apenas o afastamento afetivo, mas um eminente conflito intergeracional deve ser levado em consideração ao serem propostos programas que atendam duas ou mais gerações.
Neste panorama contemporâneo, verificamos, assim, um distanciamento entre sujeitos de faixas etárias diferentes, empobrecendo as oportunidades de trocas de experiências de vida e invalidando saberes adquiridos por adultos e idosos.
Pellizzari (2011), afirma:
considero primordial ressaltar como el processo de la escucha, de la mano del processo del fortalecimento subjetivo, se sostienen de una red social que brinda identidad, del ser parte de algo mayor que uno mismo, família, grupos, comunidades. Para que el encuentro con las diferencias y la valoración de las mismas sean posibles es necessário un contexto social que haya sido, sea o passe a ser constitutivo, que ayude a la construcción de la singularidad
primeiro en lo especular del encuentro son semejantes que hacen sentir parte y no atentam contra sus integrantes. Cuanto más sólida sea esta base, más plasticidad y libertad de encuentros con diferencias enriquecedoras habrá. En este terreno la Musicoterapia tiene mucho para aportar a la comunidade, reconocerse como tal, fortalecer los lazos y el sentimento de pertinência, valorar lo próprio y desde ahí encontrarse, tolerar y más aún, valorar las diferencias (intra e intercomuntarias), enriquecerse con ellas, pudiéndolas integrar sin perder identidad (p.117-8).

Sustentado nesta perspectiva preventiva comunitária, o programa de extensão “Laboratório interdisciplinar de Educação em Saúde Comunitária (LABORINTER EDUCARSAÚDE.COM), sob cadastro EMAC-06 na PROEC/UFG, financiado pelo edital PROEXT 2015-2016/MEC/SESu, contendo em sua equipe acadêmicos dos cursos de Pedagogia, Musicoterapia, Direção de Arte, Artes Cênicas, Ciências Sociais, Odontologia, atua inter e transdisciplinarmente em espaços educacionais e comunitários, sob coordenação da Profa. Dra. Sandra Rocha do Nascimento (EMAC/UFG). Tem como propósito agir interinstitucional e comunitariamente e avaliar continuamente as ações do programa, proporcionando ações formativas teórico-práticas e vivenciais, avaliativas e de socialização sobre intervenções comunitárias interdisciplinares de educação em saúde desenvolvidas junto aos contextos intra e extra-escolar, bem como em espaços comunitários com vistas a sensibilização dos sujeitos. 

Objetivos
Neste trabalho, temos como objetivo abordar sobre alguns aspectos importantes presentes no desenvolvimento da ação extensionista no Espaço Extensão UFG+Saúde, no interior do norte goiano em 2015.

Metodologia
Através de convite realizado pela coordenadora geral de extensão na UFG, Profa. Dra. Claci Fátima Weirich Rosso, para participarmos da ação extensionista Espaço Extensão UFG+ Saúde, no município de Porangatu, na região norte do estado de Goiás/Brasil, acolhemos a idéia de participarmos desta ação junto aos acadêmicos das Ligas Acadêmicas do Curso de Medicina, acadêmicos do Curso de Enfermagem e de Nutrição, inserindo a Musicoterapia neste espaço-tempo diferenciado.
A ação ocorreu em um único dia, no segundo semestre de 2015, dentro de um galpão local onde são realizadas atividades para a comunidade. A programação do evento constou de: abertura com a presença de autoridades locais, do Reitor da UFG, da Coordenadora Geral da extensão, de docentes da UFG dos cursos de Enfermagem, Agronomia e Musicoterapia, e alunos dos cursos de Medicina, Enfermagem e Nutrição. Neste espaço foram estruturadas tendas ou locais específicos para a realização de cada atividade ou grupo, durante todo o dia, tendo como publico as pessoas da cidade adultos, crianças, adolescentes, jovens, idosos, do meio urbano e rural.
Na “tenda da Musicoterapia”, traçamos como objetivo sensibilizar as pessoas da comunidade para aspectos protetivos e saudáveis através de experiências musicoterapêuticas de promoção da saúde, bem como proporcionar a divulgação da Musicoterapia Preventiva Comunitária. A oficina e/ou atividade foi desenvolvida pela musicoterapeuta, autora deste artigo, denominada de “Como manter sua saúde?” e contendo uma configuração composta de: uma estética do espaço com banners de divulgação, painel com fotos diversas de cenas de risco e de aspectos de saúde, mesa com instrumentos sonoros de percussão (padeiro, caxixis, guizos, chocalhos, xilofone, papeis cortados coloridos, pincéis atômicos e fita adesiva), circundada por cadeiras, espaço para construção interativa de painel de mensagens. Agregou-se a estética do espaço faixas de tecido coloridas e frases indicativas de saúde, bem como flayers de divulgação. Os registros foram feitos através de fotos, mini vídeos e gravação em áudio.
A atividade foi estruturada sob orientação da Profa. Dra Patricia Pellizzari, com a seguinte sequência e/ou movimentação ou etapas: a musicoterapeuta ficava tocando alguns ritmos para chamar a atenção dos presentes; as pessoas que se aproximavam da tenda eram acolhidos e convidados para participarem, sendo direcionados ao painel com fotos para observarem as cenas e elegerem aquela que mais chamasse a sua atenção; depois eram convidados ao centro, junto a mesa com os instrumentos sonoros, para elegerem um para tocarem e/ou falarem porque a cena os impactou, sendo escutados pela musicoterapeuta; a seguir eram estimulados a pensarem em como manter a saúde (quando de cenas salutogênicas) ou como favorecer saúde (quando de cenas de vulnerabilidade), tendo como continente expressão a musicoterapeuta cantando uma melodia simples em estilo de repente, quaternário, para movimentá-los e expressarem suas opiniões, que ao efetivarem a musicoterapeuta escrevia em papéis cortados e estimulava-os a cantarem suas próprias respostas; a atividade finalizava com todos deixando os instrumentos sobre a mesa e direcionando-se ao espaço para construção interativa, pregando suas próprias mensagens; antes de se afastarem da tenda, era solicitado a eles darem um feedback sobre o que vivenciaram.

Resultados/discussão
Mediante as inúmeras tendas de orientação de saúde, bem como de realização de exames médicos, verificamos que as pessoas da comunidade fizeram adesão, quase que imediata, àquelas que forneciam exames e resultados clínicos, ficando as demais tendas esvaziadas ou com poucas pessoas.
Na tenda da Musicoterapia, como primeiro indicador de resultado, verificamos a presença do potencial da música em agregar pessoas e/ou despertar- lhes a atenção. Foi visível o quanto o estímulo sonoro tem um potencial importante de adesão, quer a distância (muito presente nos adultos a distância, com seus olhares curiosos para a tenda), quanto aderindo ativamente (como nas crianças que atraídas pelo som experimentavam os instrumentos). Com maior adesão das crianças, seus responsáveis se aproximavam e alguns aderiam na atividade. Com uma característica marcadamente espontânea e interativa, as crianças aumentavam paulatinamente sua adesão e expressão, favorecendo uma maior sonoridade antes e durante a permanência dos diversos adultos na tenda, seus familiares ou não, bem como colaborando na movimentação dos participantes pelas etapas da atividade.
Diante deste indicador de adesão, principalmente com a presença de crianças e adultos ao mesmo tempo, o espaço/tenda da Musicoterapia configurou-se como um espaço intergeracional.
França, Silva e Barreto (2010, p. 519) ressaltam “a importância dos programas intergeracionais para a quebra de preconceitos frente ao envelhecimento (ageismo), desenvolvendo atitudes que possam estimular a solidariedade e cidadania na sociedade contemporânea”.
Na atividade da Musicoterapia, estas atitudes - entre crianças, adolescentes e adultos- foram percebidas com facilidade, ampliando a interação e o aumento da expressão de idéias, com frases postas no painel colaborativo, tais como: “conversar com o aluno para saber o que ele sente” ou “levantar a pessoa e dar alegria para ela” (frente a uma cena de isolamento e bullying, sendo a mais eleita pelos participantes), “a gente ajudar a escola para continuar aprendendo” (frente a cena de escola com paredes pichadas e sem manutenção), e “manter sempre alegre” (na cena de pessoas sorrindo). As crianças criaram suas expressões através de desenhos e falas que foram escritas pela musicoterapeuta.
Para as autoras, “a solidariedade intergeracional pode reverter não só na quebra de preconceitos sociais frente ao envelhecimento, como na melhoria da qualidade de vida de jovens e idosos” (op.cit., p. 521). Para Antonucci (2007 apud França, Silva e Barreto, 2010, p. 521), “a maneira como o indivíduo constrói e interpreta as situações nas relações sociais produzem um efeito na sua saúde e bem-estar. As pessoas que vivenciam aspectos positivos nas relações de apoio intergeracional sentem-se mais positivas em relação a si próprias e ao seu mundo, suportando melhor a doença, o stress e outras dificuldades”.

Conclusões
Consideramos riquíssima a realização desta experiência na ação Espaço Extensão UFG+Saúde. Trouxe para a Musicoterapia outra forma de atuação comunitária, junto a profissionais de saúde e em espaços abertos e complexos, essencialmente imprevisíveis.
Configurou-se como uma oportunidade singular de pensar nossa atuação nestes espaços e nos percebermos em nossas potencialidades e possibiidades, emergindo novas formas de estruturação de intervenção comunitária.

Referências
FRANÇA, Lucia Helena de Freitas Pinho, SILVA, Alcina Maria Testa Braz da, BARRETO, Márcia Simão Linhares. Programas intergeracionais: quão relevantes eles podem ser para a sociedade brasileira? REV. BRAS. GERIATR. GERONTOL., RIO DE JANEIRO, 2010; 13(3):519-531
PELLIZZARI, P. Crear Salud- Aportes de la Musicoterapia preventiva-comunitária. Argentina: Patricia Pellizzari Editora. 2011.

“Resumo revisado pelo Coordenador da Ação de Extensão e Cultura , código EMAC-06: Profa Dra Sandra Rocha do Nascimento” (Musicoterapia/EMAC/UFG). 
 Fonte financiadora: PROEXT 2015/MEC/SESu

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

novas ações da Musicoterapia Preventiva Comunitária

Ola a todos os amigos, amigas, parceiros.....
Estivemos um pouco sumidos mas agora iniciamos nossas atualização sobre as ações do LABORINTER EDUCARSAÚDE.COM
Algumas ações que fizemos neste segundo semestre de 2015:
* Grupos de processo junto ao Projeto Vida Ativa, do Setor Chácaras São Pedro, junto aos idosos e com a parceria com o Centro de Saúde da região;
* Acões comunitárias no Residencial Vale dos Sonhos, atuando com crianças da educação infantil e seus familiares;
* Ações sistêmicas e comunitárias numa Escola Municipal, com: os alunos do Programa Mais Educação; adolescentes do ensino fundamental; e professores;
* Levantamento sobre fatores de riso e proteção ao uso de drogas por escolares, na escola municipal;
* Atuação comunitária no ESPAÇO EXTENSÃO SAÚDE+, da UFG, realizado em Porangatu/GO, junto com as ligas acadêmicas de Medicina e Núcleos da Enfermagem;
*Encerramento interativo do curso da Escola de Redução de Danos- Aparecida de Goiânia/GO;
*Jornada de Musicoterapia Preventiva Comunitária, junto com a Profa. Patricia Pellizzari (USAL/Buenos Aires/Argentina);
São muitas ações extensionistas!!!!!!
Estamos crescendo em nossas propostas e projetos!!!

terça-feira, 30 de junho de 2015

NOVAS AÇÕES DO PROJETO VIDA ATIVA: co-construindo uma VIDA ATIVA SAUDÁVEL


No ultimo dia 16 de junho de 2015, a equipe do Programa de Extensão EMAC-06 realizou uma oficina macro na Estância Sta Cecilia/ Setor Chácaras São Pedro em Aparecida de Goiânia-Goiás (residência da Profa Dra. Sandra Rocha), congregando as idosas do Projeto Vida Ativa, seus familiares, convidados da comunidade local e de outros grupos de idosos da BSGI.
Foram diversas atividades de promoção da saúde, fundamentadas nas perspectivas sistêmica e da complexidade.
Nas diversas fotos (abaixo) é possível verificarmos o alcance que as atividades favoreceram junto aos participantes, tanto pessoas da comunidade quanto os acadêmicos da extensão (EQUIPE INTERDISCIPLINAR : Musicoterapia, Artes Cênicas, Pedagogia, Ciências Sociais, Odontologia, Direção de Arte).
Foram desenvolvidas atividades como:

 -Tenda 1: ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E IMPORTÂNCIA DE PRODUZIR OS PRÓPRIOS ALIMENTOS: cuidando do corpo e do tempo livre (ANA CAROLINA e RICARDO);

-Tenda 2: CORREIO DA AMIZADE. Diversos envelopes e papéis para a escrita da carta, bem como figuras para colagem, em que as idosas foram incentivadas a escrever um bilhete para uma amiga que foi entregue depois, no momento final da ação (HELLEM E MARCELA);




 - Tenda 5: SAÚDE BUCAL PARA UM SORRISO LEGAL. buscando a discussão, o diálogo e o aprendizado sobre saúde oral, orientados na didática da “Pirâmide Odontológica”(BRUNNO e LUCAS).

-Tenda 6: Roda de ritmos saúdaveis (GUSTAVO, PRISCILA BASILIA e DANIEL);


-Tenda 3: CORAÇÃO SAUDÁVEL. De quais sentimentos estou me alimentando e quais sentimentos “devemos” nos alimentar para sentirmos fortalecidos e felizes diante dos nossos enfrentamentos no cotidiano. (JORDANNA e POLLYANE);


-Tenda 4: CONTE AQUI SUA HISTÓRIA. Conhecer sobre as histórias das pessoas presentes e de suas famílias, através de uma “História Coletiva de co-construção” , onde as pessoas contarão suas histórias, pregando imagens e palavras, escrevendo seus nomes e no final se tornará uma historia "complexa". (PRISCILA RAQUEL, LETICIA);


-Tenda 7: CENAS COTIDIANAS SAUDÁVEIS. Cena cômica de diálogo entre dois personagens caipiras, aproveitando o tema da festa junina, na qual os dois discutem sobre hábitos saudáveis e prejudiciais a saúde (TUAN e BRENDOW).

Entre cada momento vivido em cada tenda, um Jingle Preventivo era tocado para movimentar os participantes para outras tendas.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Trabalhos aprovados no 11o Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva Universidade Federal de Goiás - GOIÂNIA/GO 27 de julho a 01 de agosto de 2015

https://saudecoletiva1.websiteseguro.com/imagens/lg_saudecoletiva2015.png



A atuação da Musicoterapia na educação encontra-se em expansão na Universidade Federal de Goiás, principalmente nas atividades extensionistas do PROGRAMA EMAC-06.
Para socializar os resultados obtidos através das ações, foram submetidos e aprovados dois trabalhos desenvolvidos no ano de 2014, que serão apresentados em comunicações orais no evento da ABRASCO.
Socializamos aqui para ampliarmos nossas possibilidades de desenvolver ações musicoterapêuticas comunitárias e favorecer momentos saudáveis em diversos contextos e públicos.
Como ação diferencial, apresentamos também a atuação da Musicoterapia numa disciplina do Mestrado Profissional de Saúde Coletiva, ampliando a atuação na perspectiva da promoção da saúde e na prevenção de adoecimentos.
A participação no evento da ABRASCO configura-se, assim, como um novo espaço-tempo de encontro com novos interlocutores, expandindo os diálogos entre a Musicoterapia e a Saúde Coletiva.


Trabalho no 3437

DIZ AI ! VAMOS CONVERSAR... ESCUTANDO VULNERABILIDADES AO USO DE DROGAS ATRAVÉS DE JINGLES PREVENTIVOS.

AUTORES:
Nascimento, Sandra Rocha do. (docente. EMAC/UFG. srochakanda@gmail.com)
Pellizzari, Patricia C. (docente. Universidad del Salvador/ ICCMUS/Argentina. patripellizzari@yahoo.com.ar)
Valentin, Fernanda. (docente. EMAC/UFG. mtfernandavalentin@gmail.com)
Barros, Rafael Mendonça. (Musicoterapeuta. Autônomo. rafaelcs_1@hotmail.com)
Marques, Junia Danielle. (Musicoterapeuta. Autônomo. mtjuniamarques@gmail.com)
Paula, Karylla Amandla de Assis. (Musicoterapeuta. Autônomo. karyllaamandlamt@gmail.com)
Caixeta, Camila Cardoso. (docente. FEN/UFG. camilaccaixeta@uol.com.br)

PERÍODO DE REALIZAÇÃO:
Mês de agosto de 2014, no campus universitário da Universidade Federal de Goiás, Goiânia-Goiás.
OBJETO DA EXPERIÊNCIA
A experiência foi realizada junto a comunidade universitária, entre discentes, docentes, técnicos administrativos e comunidade circunvizinha da UFG.
OBJETIVOS
A experiência musicoterapêutica –Jingle Preventivo Itinerante- teve como objetivo mobilizar a comunidade universitária para refletir, expressar­se e discutir sobre o espaço comunitário e o uso de drogas, pensando em como promover uma universidade saudável e com qualidade de vida para todos.
METODOLOGIA:
A atividade integrou a ação extensionista DIZ AI! VAMOS CONVERSAR SOBRE O BOSQUE?. O Jingle Preventivo Itinerante foi executado por três equipes de musicoterapeutas, que circularam pelos espaços do campus da universidade com instrumentos musicais e a canção, convocando as pessoas à participação através do canto, do tocar, dialogar sobre o tema e se expressarem em painéis ou urnas dispostas pelo campus.O jingle também foi veiculado por meio de carro de som que circulava pelos espaços.
RESULTADOS
No inicio, os contatos das pessoas se mostraram com pouca espontaneidade e olhares distantes de curiosidade. Com abordagem direta dos musicoterapeutas, aumentou a adesão para a escuta do jingle, tocar nos instrumentos e expressar ideias em grupo, culminando com maior registro nas urnas ou nos painéis. Junto aos universitários usuários, verificamos permitirem a aproximação, deixarem de fazer uso de drogas (maconha) no momento de interagir e aderem na atividade se expressando sem resistências.
ANÁLISE CRÍTICA
Partindo da premissa que "cada persona precisa expresarse y ser escuchada" (PELLIZZARI, 2011, p. 49), compreendemos que o jingle preventivo possibilitou a diluição de resistências interpessoais, permitindo o contato com o diferente (pessoas, canção, instrumentos), favorecendo aproximações, trocas de olhares, sorrisos, diálogos, informações, e ampliando a motivação para a expressão. Consideramos que todas as formas de "reação" ao jingle falam da subjetividade dos sujeitos.
CONCLUSÕES E/OU RECOMENDAÇÕES
A ação mobilizou reflexões por meio de uma forma criativa e acolhedora da diversidade de significados, em oposição as formas questionadoras, proibicionistas, abstratas ou absolutas sobre o tema do uso de drogas. O jingle despertou a atenção das pessoas para a ação DIZ AI!, convocando­-as intra e interrelacionamente à expressão e avançando para uma autonomia menos individualista e mais relacional e co­responsabilização entre todos.

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Trabalho no 3609

A MUSICOTERAPIA DIMINUINDO FRONTEIRAS ENTRE PESSOAS, LINGUAS, CULTURAS, SENTIMENTOS NO ACOLHIMENTO INTEGRATIVO NA UFG.

AUTORES:
Nascimento, Sandra Rocha do. (docente. EMAC/UFG. srochakanda@gmail.com)
Morais, José Gomes de. (graduando. EMAC/UFG. jogofefamojkl@hotmail.com)

PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Ação da Coordenadoria de Assuntos Internacionais, em 03/março/2015, na Faculdade de Letras/UFG.
OBJETO DA EXPERIÊNCIA
Estudantes intercambistas de outros países, pelos Programa Ciência Sem Fronteiras e Graduação Sanduiche, e membros da CAI e da Reitoria da UFG.
OBJETIVOS
Traçamos como objetivo favorecer um espaço-tempo de acolhimento e mobilização de sentimentos de pertencimento, colaboração e responsabilidade relacional nos participantes. Ampliar a compreensão e percepção das pessoas para a mensagem de união entre as pessoas e respeito a diversidade cultural.
METODOLOGIA
Convidados para uma atividade de acolhimento integrativo, os musicoterapeutas utilizaram a experiência de re-criação musical, com letra adaptada (parodia) de um trecho adaptado da canção "Comunhão da Terra"(Marcia Sirqueira), um instrumento musical regional (acordeon) e um tambor xamânico. Enfocou a  atitude de união como habilidade para viver saudavelmente, em que no final do refrão da canção adaptada cada intercambista falasse seu nome e seu lugar de origem.
RESULTADOS
A ação estimulou a interação das pessoas, fazendo-os ouvir a canção e trazerem suas vozes, movimentando-se interna e externamente, possibilitando que todos ampliassem suas expressões. Favoreceu que se percebessem presentes, fazendo parte de um coletivo, uma comunidade e se sentindo confiantes. Nos feedbacks ouvimos:“Realmente não só quebrou o gelo, como também mostrou a riqueza do Brasil, de nossa bela informalidade e arte, capaz de curar todas as dores, até mesmo a dor da saudade do viajante”.
ANÁLISE CRÍTICA
Sustentamo-nos na perspectiva posta por Pellizzari e musicoterapeutas colaboradores da ICCMUS/Argentina, afirmando que "cada persona precisa expresarse y ser escuchada" (PELLIZZARI, 2011, p. 49). Para Bert Helling, PERTENCER é a primeira necessidade de todo Ser Humano, é a primeira 'Ordem do Amor'. Sentirmo-nos pertencendo configura-se como um fator curador e mantenedor da saúde biopsicosocioafetiva, diluindo conflitos interpessoais e emaranhamentos intrapessoais. 
CONCLUSÕES E/OU RECOMENDAÇÕES
Acolhendo de forma significativa as pessoas estrangeiras, para que sintam pertencendo ao contexto, aproxima-as qualitativamente das pessoas e costumes diferentes. PERTENCER através de uma experiência criativa como a música (mesmo com ritmos, melodias, harmonias, instrumentos e gestos não conhecidos), agrega uma diferença positiva aos encontros, ampliando a subjetividade e o potencial criativo à resolução de problemas de todos os envolvidos.

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UMA EXPERIÊNCIA DE HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE NA FORMAÇÃO INTEGRALIZADA DO PROFISSIONAL


AUTORES:
Silveira, Nusa de Almeida. (docente vinculada ao ICB/UFG e ao Programa de Mestrado em Saúde Coletiva. nusa@ufg.br)
Nascimento, Sandra Rocha do. (docente vinculada a EMAC/UFG. srochakanda@gmail.com)

PERÍODO DE REALIZAÇÃO:
meses de novembro e dezembro de 2013, na Universidade Federal de Goiás, Goiânia-GO.
OBJETO DA EXPERIÊNCIA
A experiência contou com alunos da 4ª turma do Programa de Mestrado Profissional em Saúde Coletiva/NESC/UFG e duas professoras doutoras.
OBJETIVOS
A disciplina objetivou capacitar os alunos à percepção da integralidade das dimensões intra e interpessoais constitutivas dos sujeitos e compreender a perspectiva integral e sistêmica no cuidado ao outro, em saúde, e proporcionar experiências musicoterapêuticas de autoconhecimento.
METODOLOGIA:
As aulas iniciavam com experiências musicoterapêuticas para acolhimento e mobilização dos alunos, seguidas da reflexão dialogada dos conteúdos e feedbacks autoperceptivos. Para a avaliação utilizou-se de seminários sobre os temas e textos dados: Humanização da gestão e atenção em saúde; A escuta sensível na atenção e cuidado em saúde; Autopercepção e percepção do outro; Perspectiva integradora e sistêmica em Educação e Saúde; Espiritualidade como instrumento de Humanização do trabalho em Saúde.
RESULTADOS
As expressões dos alunos no início centravam-se em relatos de dificuldades e problemas, suscitando atitudes de inibição do diálogo, exclusão do diferente ou fuga de situações de conflito. Com o seguimento das atividades, a percepção e reflexão direcionada ao outro e a si mesmo ampliaram, gerando abertura para trocas e indagações sobre mudanças. Nos seminários, muitos discursos apresentaram a noção da co-autoria de resoluções de conflito priorizando a reflexão dialogada entre opiniões distintas.
ANÁLISE CRÍTICA
Verificamos que os alunos ampliaram suas auto-reflexões sobre o campo da saúde, numa interlocução entre os textos, suas experiências pessoais em aula e nos campos profissionais, desenvolvendo a capacidade de “saber pensar”(DEMO, 2011), na qual a reflexão sobre as próprias ações é condição primeira para indagar novas compreensões sobre o já conhecido, fazendo emergir o “saber cuidar”(op.cit.), que traz a noção de conviver junto com e tornar-se parte da realidade em que nos encontramos inseridos.
CONCLUSÕES E/OU RECOMENDAÇÕES

A experiência evidenciou a importância de centrar-se na perspectiva de integração intra e interpessoais, colocando os sujeitos para se perceberem como Seres Históricos construtores de ações transformadoras, como bem expresso no discurso de uma aluna: “é um momento essencialmente nosso, onde temos a chance de refletirmos sobre os nossos comportamentos, o que eles provocam e que conhecimentos estamos adquirindo, armazenando e trocando com as pessoas”.