quinta-feira, 31 de outubro de 2013

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Recorte das reuniões de grupo multifamiliar realizadas pelo projeto de extensão "A MUSICOTERAPIA EM GRUPOS MULTIFAMILIARES NO CONTEXTO ESCOLAR: UM ESPAÇO- TEMPO DE PREVENÇÃO PRIMÁRIA AO USO DE CRACK E OUTRAS DROGAS-EMAC/UFG".


A composição musical dos adolescentes impactou os pais por trazer temas que fazem parte de suas realidades, mas muitas vezes não são percebidos ou aceitos, tais como: suicídio, depressão e drogas. 

Para compreendermos quão valioso se configurou este discurso/expressão dos adolescentes, sugerimos a visualização e audição da composição feita pelos mesmos. 


Quando eu não sou ajudado fico sobrecarregado Eu fico doido, fico doente e até posso suicidar Fico depressivo, descontrolado e até drogas eu posso usar
Quando eu sou ajudado
tenho vida maravilhosa Eu tenho calma, fico feliz, eu posso ter um futuro bom Afastar das drogas com bons exemplos e conversar com a família (re-criação do grupo dos adolescentes)


Cunha (2006), com base no pensamento de Vygostky (1999), refere que a arte é um meio em que podemos acessar aspectos do nosso psiquismo que não encontra vazão no cotidiano. Por essa via de entendimento, a música configura-se em um instrumento a favor da reorganização de emoções e de transformação pessoal. Dessa forma, entendemos que, através dessa produção musical, o grupo dos adolescentes conseguiu elaborar e comunicar aos pais conteúdos internos importantes, conformando-se em fator protetivo ao uso de drogas.



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CONTRIBUIÇÕES DE CENÁRIOS DE PRÁTICA SOCIAL NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DE MUSICOTERAPEUTAS


IMPLEMENTANDO (RE)ORIENTAÇÕES TEÓRICO-PRÁTICAS NA FORMAÇÃO DO MUSICOTERAPEUTA

Nascimento, S.R.(Docente-Doutora-UFG); Caixeta, C.C.(Docente-Doutora-UFG); Neto, W.S.(Discente egresso-UFG); Sousa,G.L.M.(Discente egresso-UFG); Mesquita, E.F.(Especialista-CR-SMS).

Introdução. O Pet Saúde Mental da Universidade Federal de Goiás, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (PetSM/UFG-SMS), em 2011 teve como meta promover a articulação entre ensino-serviço-comunidade. Junto aos vários cursos contemplados no projeto, o curso de Musicoterapia participou voluntariamente, devido ações ulteriores realizadas nos Centro de Atenção Psicossocial. Objetivo. Propomos evidenciar alguns resultados adquiridos com a inserção da Musicoterapia no PetSM/UFG-SMS, configurando novas perspectivas na formação acadêmica. Metodologia. Dentre os diferenciados espacos de formação, a praça pública, no Consultório de Rua (CR), tornou-se um locus de atuação singular dos acadêmicos e demais profissionais junto aos moradores de rua. Os musicoterapeutas, portando do violão e pandeiro, a própria voz e a escuta ativa, utilizavam a re-criação musical grupal, com ritmos e estilos musicais trazidos pelos usuários, como estratégia de aproximação, acolhimento e vinculação destes com aos demais profissionais. Resultados. Verificamos mudanças significativas no curso de Musicoterapia, tais como: a ocorrência da reorientação curricular em diversas disciplinas e projetos, agregando aportes teóricos sobre políticas públicas à clinica psicossocial em dependência de drogas, gerando discussões e formação continuada para os docentes e acadêmicos; inseriu alunos em cenários de prática na perspectiva da clínica peripatética; e junto aos acadêmicos, validou-se a percepção sobre a força da música como elemento agregador das pessoas e continente ao morador de rua, que através de uma expressão genuina e sem rotulações, era acolhido e desvelava suas necessidades, que ao serem escutadas eram atendidas por outros profissionais. Conclusão. A participação da Musicoterapia no PetSM/UFG-SMS conformou-se numa atitude inter e transdisciplinar, numa dimensão intersubjetiva, em que os diversos atores da saúde (profissionais, docentes, alunos) ao colaborarem entre si para cuidar do sujeito/usuário integralmente, se co-construiam constantemente, contribuindo para novos arranjos teórico-práticos junto a formação acadêmica e profissional. 

Unitermos: Musicoterapia; Consultório de Rua; Reorientação curricular; Pet Saúde Mental;

REFLEXÕES SOBRE O TEMA FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO AO USO DE DROGAS POR ESCOLARES.


O DISTANCIAMENTO ENTRE ESCOLA E FAMILIA: POTENCIAL FATOR DE RISCO AO USO DE DROGAS POR ESCOLARES 

Nascimento, S.R.(Docente-Doutora-UFG); Valentin, F. (Docente- Mestre-UFG); Fleury e Ferreira, E.A.B. (Docente-Mestre-UFG); Barros, R.M. (Discente-UFG); Medeiros, M.V.S. (Discente-UFG).

Introdução.O estudo refere-se ao projeto de extensão A musicoterapia em grupos multifamiliares no contexto escolar: um espaço-tempo de prevenção primária ao uso de crack e outras drogas, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e beneficiário de auxilio financeiro da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD-Brasil). Objetivo.Intentamos evidenciar uma problemática verificada entre os contextos escolar e familiar, conformando-se como importante fator de riso ao uso de drogas por escolares adolescentes. Metodologia.Trabalhamos com alunos do 50 e 60 anos do Ensino Fundamental, seus familiares, gestores, educadores e coordenadores pedagógicos de uma escola estatual, situada em bairro periférico da cidade e eleita pela Secretaria de Educação do Estado de Goiás. Todos foram esclarecidos sobre o projeto e convidados a participação. O Grupo Multifamiliar, aliado aos jogos dramáticos e as experiências musicoterapêuticas (Bruscia, 2000), norteou os planejamentos e a execução das atividades. Efetivamos cinco encontros semanais dentro da escola, com duração de 150 minutos, no período noturno. Resultados.Dentre os resultados alcançados na identificação dos fatores de risco e de proteção ao uso de drogas por escolares, o distanciamento entre escola e família emergiu como importante aspecto, colocando em situação de vulnerabilidade todos os sujeitos. Embora a escola acolhesse e promovesse toda a infraestrutura à execução do projeto, a não-presença de seus sujeitos nos grupos e o desvelamento de uma lógica relacional culpabilizadora entre escola-família, conformaram-se como sérios fatores de risco. Muitos familiares não aderiram as atividades devido à crença de que as reuniões seriam marcadas por cobranças e falta de escuta. Conclusão.Sustentamos que diminuir esse distanciamento entre os atores da comunidade escolar e modificar suas interações se faz urgente, quer gerando quanto dando continuidade a propostas de prevenção primária na perspectiva humanista, conformando-se como fator protetivo ao uso de drogas por escolares e seus pares em seus contextos de vivência.

Unitermos: Musicoterapia na educação; Prevenção primária na escola; Adolescentes e família; Inter-relações escola-família.